terça-feira, 15 de junho de 2010

Brasília é a capital do bullying, aponta pesquisa do IBGE O bulliyng é um tipo de violência que vai desde chateações até fatos agressivos.

BRASÍLIA - Pesquisa realizada pelo IBGE apontou Brasília como a capital do bulliyng. Segundo o estudo, 35,6% dos estudantes entrevistados disseram ser vítimas constantes da agressão. Belo Horizonte, em segundo lugar com 35,3%, e Curitiba, em terceiro lugar com 35,2 %, foram, junto com Brasília, as capitais com maior frequência de estudantes que declararam ter sofrido bulliyng alguma vez.

O bulliyng compreende comportamentos com diversos níveis de violência que vão desde chateações inoportunas ou hostis até fatos agressivos, sob forma verbal ou não, intencionais e repetidas, sem motivação aparente, provocado por um ou mais estudantes em relação a outros, causando dor, angústia, exclusão, humilhação e discriminação.

A população-alvo da pesquisa foi formada por estudantes do 9º ano do ensino fundamental (antiga 8ª série) de escolas públicas ou privadas das capitais dos estados e do Distrito Federal. O cadastro de seleção da amostra foi constituído por 6.780 escolas.

Durante a pesquisa, foi feita a seguinte pergunta aos estudantes: "Nos últimos 30 dias, com que frequência algum dos seus colegas de escola te esculacharam, zoaram, mangaram, intimidaram ou caçoaram tanto que você ficou magoado, incomodado ou aborrecido?”

Os resultados mostraram que 69,2% dos estudantes disseram não ter sofrido bullying. O percentual dos que foram vítimas deste tipo de violência, raramente ou às vezes, foi de 25,4% e a proporção dos que disseram ter sofrido bullying na maior parte das vezes ou sempre foi de 5,4%.

No ranking das capitais com mais vítimas de bullying, aparecem ainda Vitória, Porto Alegre, João Pessoa, São Paulo, Campo Grande e Goiânia. Teresina e Rio Branco estão empatadas na 10ª posição. São Paulo ocupa a 7ª posição.

Palmas apresenta o melhor resultado da pesquisa. Na capital do Tocantins, 26,2 % dos estudantes afirmaram ter sofrido bullying. Em seguida, estão Natal e Belém, ambas com 26,7%, e Salvador, com 27,2%.

Em Brasília, o maior número de casos ocorreu nas escolas particulares: 35,9%, contra 29,5% nas escolas públicas. Segundo a pesquisa, o bullying é mais frequente entre os estudantes do sexo masculino (32,6%) do que entre os escolares do sexo feminino (28,3%).

Para combater o problema, o governo do Distrito Federal (GDF) criou Conselhos de Segurança nas escolas. “Vamos resolver os nossos conflitos tendo como mediadores os nossos colegas, professores e os pais”, disse a subsecretária de Educação Integral Ivana Santana Torres. "Os estudantes também estão recebendo aulas de respeito à diversidade. Mas o resultado disso precisa também da vigilância dos pais", completou.

“Nós temos prestado atenção nisso, nós temos o Observatório da Violência nas escolas particulares, temos capacitado os professores, pais e alunos para essa questão do bulliyng”, afirmou a presidente dos Estabelecimentos Particulares de Ensino Amábile Pácios.

Estudante morre afogado no riacho Cacau, em Imperatriz

IMPERATRIZ — Uma equipe do Corpo de Bombeiros resgatou, no início da tarde desta terça-feira (15), do riacho Cacau, o corpo do estudante Thiago Santos Batista, de 14 anos. O estudante, que não sabia nadar, havia desaparecido por volta das 10h10 quando tomava banho no riacho na companhia de duas crianças.

Acionada ao local, uma equipe de bombeiros fez uma “operação pente fino” na área. Era o início da tarde quando os mergulhadores localizaram o estudante.

Segundo o sargento Aderson Alves da Silva, a morte do adolescente é o segundo caso de afogamento com vítima de Imperatriz. Há cerca de quinze dias, um estudante da escola Graça Aranha morreu afogado no Rio Tocantins durante banho em uma praia no povoado Bela Vista, município de São Miguel(TO).

Pesquisadores encontram sítios arqueológicos em Carutapera (MA)

Técnicos do Centro de Pesquisa e História Natural e Arqueologia (CPHNAMA), órgão da Secretaria de Estado da Cultura (Secma), descobriram nas últimas semanas vestígios de um importante sítio arqueológico em Carutapera, no litoral oeste maranhense, na divisa com o estado do Pará, a 570 quilômetros de São Luís. No local, foram encontrados afloramentos minerais que comprovam a existência de comunidades primitivas. Os achados comprovam indícios da existência de oficinas líticas (pedras graníticas com sinais de antigas civilizações indígenas) em diversos pontos no município.


A visita dos técnicos ao município estava prevista no Inventário e Cadastramento de Sítios Arqueológicos do Maranhão, projeto do Centro de Pesquisa. "Tínhamos conhecimento da existência de recursos arqueológicos na localidade e pudemos recolher mais informações com antigos moradores. Assim, chegamos aos locais onde foram identificados os sítios", conta o diretor do CPHNAMA, o arqueólogo Deusdédit Carneiro Leite Filho.
Por meio da investigação, os pesquisadores puderam se deslocar aos pontos em que estão localizados os afloramentos rochosos, as pedras que serviram de instrumentos para a produção e acabamento de utensílios que eram utilizadas em atividades cotidianas. "São os conhecidos machados feitos em pedra para cortar alimentos, na caça e também na guerra e na realização de rituais religiosos", explica Deusdédit Filho.

O diretor do Centro de Arqueologia diz que ainda não é possível precisar o período correspondente à existência dos grupos humanos que deixaram os vestígios. Pelas características preliminares, ele estima tratar-se de um sítio de 5 mil anos. “Faremos estudos arqueológicos mais detalhados da área para ter certeza”, afirma Deusdédit Filho.

As análises iniciais sugerem que grupos indígenas tinham a área como habitação. "Podemos dizer isso com base no fato de que os afloramentos encontrados serem fixos, ou seja, são blocos de pedras presos ao chão", explica o diretor do CPHNAMA.

Os blocos de pedra a que se refere Deusdédit Filho são de formação granítica, bastante resistente, o que permite a sua utilização para a produção e acabamento de utensílios como machados. As marcas, esses afloramentos graníticos chamaram a atenção dos moradores que deram às marcas denominações curiosas. Uma dos sinais eles distinguem como "palma de uma mão com dedos", os arqueólogos identificam como sendo linhas deixadas pelo processo de amolamento e acabamento da lâmina de pedra que compunha o machado. Para amolar, os habitantes primitivos da região utilizavam areia, água e argila.

Levantamentos - Segundo o diretor, quando a equipe se deslocou para Carutapera, a idéia inicial era pesquisar arte rupestre, descrita pelo antropólogo Darcy Ribeiro, quando realizou uma visita ao local e à área do Turiaçu-Gurupi. "Esses registros, entretanto, não foram encontrados. Talvez estejam localizados no Médio Gurupi, em uma região de mais difícil acesso", sugere.

Em setembro, novas pesquisas devem ser realizadas em Carutapera. O arqueólogo diz que será realizado um levantamento mais detalhado. "Iremos tentar estabelecer, com estudos mais avançados, a correlação de grupos que faziam uso dos afloramentos rochosos da região, bem como elaborar uma política de preservação da área, o que será feito junto ao IPHAN [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional]", declara.
A área que compreende o município de Carutapera foi ocupada por diversos grupos primitivos. Eles utilizavam técnicas de produção de artefatos líticos nas atividades cotidianas. Os índios Carus - de onde deriva o nome Carutapera - também ocuparam a região. "Mas há indícios que, antes deles, outros grupos estiveram na área", explica Deusdédit Filho.
Mais:

As características físicas da região foram fundamentais para o desenvolvimento das oficinas líticas. Carutapera está assentada em um complexo cristalino (rochas metamórficas). Isso, inclusive, fez com que os habitantes se fixassem na região, pois não precisavam carregar as pedras para confeccionar seus artefatos. O diretor do Centro de Pesquisa diz, ainda, que existem outros locais no Maranhão com características físicas semelhantes. Exemplos são os rios Turi e Grajaú.

Artefatos confeccionados no local eram comuns. Uso se dividia entre atividades cotidianas e rituais religiosos.

Os machados produzidos nos afloramentos cristalinos de Carutapera são comuns em diversas regiões do Brasil. Isso porque os grupos humanos que ocuparam inicialmente o território eram caçadores e coletores. "E conhecer as técnicas de lascamento lítico permitia a confecção desses artefatos, úteis na obtenção e preparo de alimentos", explica a arqueóloga Eliane Leite, pesquisadora do Centro.

De acordo com Eliane Leite, não existe uma explicação científica para o surgimento desses artefatos líticos. Mas há diversas interpretações populares para o fenômeno. Na Baixada maranhense, por exemplo, circulam crenças de que os machados sejam lançados diretamente do céu, juntamente com os raios em dias de tempestade. "Eles dizem que os machados ficariam enterrados a sete palmos do solo, de onde aflorariam gradativamente, um palmo a cada ano", completa a arqueóloga.

Deusdédit Filho ressalta que há duas categorias de machados. Uma delas eram os utilitários usados para caça, corte e esmagamento. O outro tipo tinha caráter religioso. Em formato semilunar, eram utilizados em rituais. "Inclusive no abate de inimigos", diz.

Com a chegada de europeus ao território, os machados foram utilizados como instrumentos de troca. Os visitantes recebiam os de pedra e davam aos habitantes da região os que eram produzidos a partir do ferro, mais eficientes no corte e que logo fizeram sucesso entre os nativos. Por essa razão, os machados, tanto de ferro dos europeus, quanto líticos dos grupos primitivos, podiam ser encontrados em diversos locais.

Saiba mais

Carutapera, município maranhense, tem população (estimada em 2004) de 20.030 habitantes. Localiza-se na foz do rio Gurupi. No município, ocorre uma das maiores e mais populares festas do litoral norte do Maranhão: a festa do padroeiro da cidade, São Sebastião.

A Ocupação Urbana sem Controle e o Desmatamento para o Agronegócio Ameaçam as Bacias de Águas de Chapadinha

O problema de abastecimento de água em Chapadinha não é ocasionado somente pela escassez da chuva. A intensa expansão urbana dos últimos anos e o desmatamento irregular da chapada pelo agronegócio sulista na região de Chapadinha, autorizado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, está gerando consequências graves para o meio ambiente, comprometendo as microbacias de água que abastece nossa cidade, apresentando índice inferior ao necessário para utilização no abastecimento, chegando-se ao limite da relação entre o consumo e a produção de água.




Liberada para o plantio de soja, a chapada maranhense, um dos ecossistemas mais preciosos, está ameaçada pelo desmatamento e vai se transformar num deserto. A soja domina, o bacurizeiro, que é conhecido com orgulho como o simbolo da chapada, está desaparecendo, um complexo sistema de drenagem com diversas nascentes de riachos no alto da chapada estão secando.



Todos tem direito a ter uma casa, mas a proliferação de residências em locais impróprios também tem sido um desastre do ponto de vista ambiental.



Até agora nem o IBAMA e nem tampouco os órgãos estaduais e municipais, tomaram qualquer providência relacionada à ocupação desordenada e à destruição das encostas das nascentes d'água, bem como a derrubada indiscriminada de palmeiras, bacurizeiros, piquizeiros e as queimadas no município.



Deus e os homens podem prever o que acontecerá com o serrado maranhense.

Chefe de tropas dos EUA no Iraque e no Afeganistão desmaia em audiência

General David Petraeus teve ligeiro desmaio no Capitólio.
Depois de se recuperar, ele fez piada com o senador John McCain.

Reuters

O general norte-americano David Petraeus, encarregado das forças dos EUA no Iraque e no Afeganistão, desmaiou durante uma audiência no Capitólio nesta terça-feira (15), provavelmente por desidratação, mas recuperou a compostura logo em seguida.

Petraeus, um fanático pela boa-forma que tratou um câncer de próstata no ano passado, disse ter sentido tontura durante uma audiência do Comitê de Serviços Armados do Senado e estava um pouco desidratado.

desmaioO general David Petraeus recupera-se logo após desmaiar nesta terça-feira (15). (Foto: AP)

"Não foram as perguntas do senador McCain", brincou ele mais tarde, referindo-se ao senador do Arizona, John McCain, que estava lhe fazendo perguntas naquele momento sobre o ritmo da ação militar no Afeganistão.

Petraeus, 57 anos, pareceu se debruçar sobre seu assento antes de receber ajuda de seus assistentes e sair da sala. Ele disse a jornalistas depois de se recuperar: "(Eu) fiquei desidratado, eu acho." Ele disse ter comido duas bananas e se sentiu melhor.

A audiência foi adiada e será retomada na quarta-feira.

"Ele está comendo. Provavelmente ele não tomou água o suficiente ao vir aqui de manhã. Mas ele parece estar muito melhor", disse à audiência o senador Carl Levin, presidente da Comissão de Serviços Armados.

Coreia do Norte ameaça reação militar a eventual sanção da ONU

Motivo é o naufrágio da corveta Cheonan, atribuído por Seul a Pyongyang.
Departamento de Estado dos EUA criticou comportamento 'provocativo'.

France Presse

O embaixador da Coreia do Norte na ONU, Sin Son Ho, advertiu nesta terça-feira (15) que seu país reagirá militarmente, caso o Conselho de Segurança condene Pyongyang pelo naufrágio da corveta sul-coreana Cheonan.

"Não queremos que o Conselho de Segurança tome medidas para nos provocar", disse o embaixador norte-coreano à imprensa. Eventuais ações do grupo de 15 membros da ONU contra a Coreia do Norte serão "acompanhadas de medidas por parte de nossas forças militares", advertiu o diplomata.

Os Estados Unidos não demoraram a reagir. O porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowly, disse que essa ameaça "soa como o comportamento provocativo que caracterizou a Coreia do Norte desde o início de 2009".

A tensão na península da Coreia elevou-se depois que uma investigação internacional chegou à conclusão de que um submarino norte-coreano lançou um torpedo no último 26 de março contra a corveta sul-coreana de 1.200 toneladas Cheonan no Mar Amarelo.

Pyongyang desmentiu ter qualquer responsabilidade no incidente - que deixou 46 marinheiros mortos -, um dos mais graves entre ambos os países desde o armistício da Guerra da Coreia (1950-1953). As duas nações nunca chegaram a assinar o tratado de paz.

A cúpula do Exército Popular norte-coreano afirmou no sábado passado que atacaria a rede de alto-falantes colocados por Seul na fronteira para fazer propaganda.

Um enviado sul-coreano pediu na segunda-feira ao Conselho de Segurança tomar atitudes contra a Coreia do Norte, depois de fornecer provas sobre o incidente.

"Identificamos o torpedo como um modelo CHT02D norte-coreano, com base nos fragmentos recuperados, inclusive elementos de propulsão", disse Yoon Duk0yong, cientista do Instituto de Ciências e Tecnologia Avançada da Coreia do Sul.

O Conselho de Segurança chamou as duas Coreias a "se abster de qualquer atitude que possa aumentar a tensão na região" e a preservar a paz e a estabilidade da península.

O embaixador norte-coreano colocou em dúvida a versão de Seul, e afirmou que esta dava margem a "tantas dúvidas que o enigma e mistério desse incidente já tinha se espalhado pelo mundo, inclusive Coreia do Sul e Estados Unidos".

"Precisamos enviar nosso próprio grupo de investigação ao local do naufrágio", disse Sin Son Ho, acusando os Estados Unidos de fomentar a tensão na região.

"Se o Conselho de Segurança debate este caso apenas com o resultado unilateral da investigação do Sul, e sem verificação da RPDK (Coreia do Norte), a vítima, significa que o Conselho de Segurança toma partido", completou.

Sin afirmou que no dia do naufrágio foram realizados exercícios conjuntos "Foal Eagle" entre Estados Unidos e Coreia do Sul, nos quais foram mobilizadas artilharias antisubmarinas e antiaéreas.

"Em meio a essas condições, é duvidoso que um pequeno submarino norte-coreano tenha atacado a corveta Cheonan, que possuía artilharia antisubmarina", afirmou o diplomata norte-coreano.

"Também é inconcebível que os buques de guerra americano e sul-coreanos, equipados com o que há de mais moderno, tenham falhado em detectar o submarino", disse Sin, completando que Washington se beneficiou do incidente.

Os Estados Unidos "aumentaram a ideia de ameaça da Coreia do Norte" para forçar o Partido Democrático, governista no Japão, a abandonar seus planos de tirar a base de Okinawa dos americanos, disse.

Enchentes matam 50 em Bangladesh

Fortes chuvas ocorreram no sudeste do país asiático.
Deve chover mais na região, segundo a meteorologia.

France Presse

Cinquenta e três pessoas morreram e dezenas continuam desaparecidas nas inundações registradas no sul de Bangladesh, anunciaram nesta terça-feira (15) a polícia e as autoridades locais.

O centro de alerta de inundações assinalou que fortes chuvas caíram sobre grande parte do sudeste do país nas últimas 24 horas, com até 24,2 centímetros de água em algumas zonas.

Os serviços de meteorologia preveem mais precipitações nas zonas.

Bangladesh tem mais de 200 rios, e as inundações são frequentes.

bangladesh