quinta-feira, 17 de junho de 2010

Britânica acusada de matar filha de seis semanas ao sentar nela é presa

Julia Lovemore foi descrita como fanática religiosa com sérios problemas mentais.

BBC

maeJulia Lovemore. (Foto: BBC)

Uma britânica acusada de matar sua filha de seis semanas ao sentar na cabeça dela, sufocando-a, foi presa por tempo indeterminado na Inglaterra.

Julia Lovemore, de Milton, perto de Cambridge, já havia admitido o homicídio culposo da bebê Faith, alegando ter a responsabilidade diminuída por causa de problemas de saúde mental.

A bebê foi declarada morta ao chegar ao hospital no dia 17 de junho de 2009.

O juiz da Corte de Cambridge, que condenou Lovemore, disse que a mãe, de 41 anos de idade, estava "com profundos problemas mentais e sofrendo de ilusões religiosas quando cometeu o ato".

Ela foi presa por tempo indeterminado com base no Ato de Saúde Mental.

Fanáticos
Julia Lovemore e o marido, os dois formados pela Universidade de Cambridge, foram descritos na corte como fanáticos religiosos e que sofriam de graves problemas mentais.

Segundo a promotoria e testemunhas, ela sofria de problemas mentais desde os 26 anos de idade e havia se recuperado, mas teve uma recaída depois do nascimento de sua primeira filha, Angel, em julho de 2006.

Ao descrever o dia da morte de Faith, ela contou que não sabe o que ocorreu.

"Faith estava deitada na minha cama. Comecei a arrancar páginas da bíblia e enfiá-las em sua boca, mas ela as cuspia. Depois, sentei em cima dela", contou.

Suas duas filhas estavam em uma lista das autoridades de crianças consideradas sob risco, e a família chegou a ser visitada por uma enfermeira psiquiátrica comunitária e um agente de saúde do governo local no dia da morte da bebê.

Quando eles chegaram à casa, encontraram o marido de Julia, David Lovemore, rezando por sua mulher no andar de baixo, enquanto a filha mais velha estava sentada no alto da escada.

Julia e a bebê, que estavam no andar de cima, não foram vistas pelos agentes de saúde, que deixaram a casa para buscar ajuda, temendo o comportamento do pai, segundo foi dito no tribunal.

De acordo com o promotor John Farmer, "infelizmente nenhum deles procurou ver a ré ou a bebê e a melhor interpretação dos eventos é de que Faith já estava morta ou morrendo, porque não haveria outra razão para o marido da ré estar rezando tão intensamente".

Rebecca Hughes, a enfermeira psiquiátrica, disse à polícia que David Lovemore batia com os pés no chão e dizia: "Tire o demônio de Julia".

"Nunca o tinha visto assim antes. Era como se ele estivesse em um transe", disse Rebecca Hughes.

"Para mim a situação estava instável. Eu estava muito preocupada com David, temi que ele pudesse se tornar psicótico."

"Fiquei muito perturbada, diria que quase fiquei com medo."

A promotoria disse à corte que o pai de Faith levou a bebê já sem vida a uma clínica médica pouco depois, acompanhado da filha mais velha, que estava coberta de removedor de tinta.

Os médicos tentaram ressuscitar a bebê e chamaram a polícia, que começou as investigações imediatamente.

Segundo a promotoria, a filha mais velha havia entrado para a lista de crianças em risco em fevereiro de 2009, quando foi descoberto que Julia Lovemore estava grávida de Faith. Na época a mãe foi examinada por um psiquiatra, que disse que ela sofria alto risco de recaída.

Responsabilidade
A agência local que cuida da segurança de crianças pediu uma revisão do caso depois da morte da bebê.

A agência concluiu que é preciso aprender as lições deste caso, o que inclui entender melhor a natureza de episódios psicóticos e ter certeza de que as informações são compartilhadas e usadas em processos de proteção às crianças.

O relatório ainda afirma que manter informações importantes sobre o histórico familiar disponíveis é essencial para a análise de risco.

A ligação entre a crença religiosa dos pais e sua saúde mental só foi parcialmente entendida, e os planos de monitoramento das agências têm de ser mais claros sobre as expectativas em relação a seus funcionários, segundo o documento.

As agências de proteção às crianças enfrentam forte pressão na Grã-Bretanha, depois de uma série de casos em que crianças registradas como estando em situação de risco foram mortas pelos pais ou responsáveis.

Um dos casos que mais chocaram o público foi o do bebê Peter, em que sua mãe foi condenada à prisão por tempo indeterminado, tendo de cumprir um mínimo de cinco anos, por permitir que ele fosse torturado e morto por seu companheiro e um inquilino que morava na casa deles.

O menino de 17 meses, morto em 2007, estava na lista de crianças consideradas sob risco pelos serviços sociais de Haringey, norte de Londres, e o caso abriu um debate sobre o assunto, já que ele passou meses sendo torturado sem que as autoridades tomassem uma atitude.

Ele morreu com mais de 50 ferimentos e os assistentes sociais chegaram a visitar a casa da família 60 vezes nos oito meses que antecederam sua morte.

Depois de anunciada a sentença de Julia Lovemore, o detetive Dan Vajzovic disse que "este foi um caso trágico que viu uma jovem vida ser terminada deliberadamente".

"Toda criança tem o direito de ser protegida e se sentir segura em sua casa e é responsabilidade dos pais garantir que este seja o caso."

Conflitos étnicos já mataram pelo menos 191 no sul do Quirguistão

Há quase 2.000 feridos, e número de vítimas pode ser ainda maior.
Pelo menos 400 mil viraram refugiados ou deslocados internos, diz ONU.

Do G1, com agências internacionais

Os confrontos étnicos que ocorrem desde o dia 11 no sul do Quirguistão já deixaram pelo menos 191 mortos, segundo o Ministério da Saúde do país da Ásia Central.

Fontes do Ministério disseram à agência russa "RIA Novosti" que, além das mortes, há 1.971 feridos, sendo que 957 deles foram internados. Várias entidades afirmam que estes números podem ser maiores.

Mapa localiza o QuirguistãoMapa localiza o Quirguistão (Foto: Arte/G1)

Os choques entre quirguizes e uzbeques começaram em Osh, a segunda cidade do Quirguistão, na madrugada da última sexta-feira. Em seguida, os incidentes se propagaram à vizinha Jalal-Abad, apesar do estado de exceção decretado pelo governo provisório quirguiz.

A presidente interina do Quirguistão, Rosa Otunbayeva, também admitiu que o número de mortos pode ser "várias vezes superior" ao número divulgado pelo Ministério da Saúde, já que a tradição local é enterrar imediatamente os mortos, mesmo sem a confirmação do óbito por serviços de medicina legal.

quirguistaoGarotos uzbeques preparam-se para deixar a cidade quirguiz de Osh nesta quinta-feira (17). (Foto: AP)

As autoridades quirguizes denunciaram que a onda de violência foi provocada por manifestantes próximos ao presidente deposto Kurmanbek Bakiev, refugiado em Belarus.

Refugiados
A violência provocou êxodos em massa, com um saldo de pelo menos 400 mil refugiados e deslocados internos, informou à AFP uma porta-voz da Agência de Coordenação para Assuntos Humanitários da ONU, Elisabeth Byrs.

"Segundo as últimas estimativas das agências da ONU, há pelo menos 400 mil pessoas refugiadas e deslocadas por causa da violência", explicou Byrs.

O número de refugiados no Uzbequistão é calculado entre 75.000 e 100.000 pessoas, contando apenas os adultos, segundo a porta-voz.


Jovem estuprada em GO foi ameaçada de morte, diz avó

Jovem foi violentada por um policial militar.
Dois PMs foram presos, em flagrante.

Do G1, com informações do Jornal da Globo

A avó de uma jovem estuprada por um policial militar na terça-feira (15), em Goiânia, disse que a garota de 19 anos, não bastasse o fato da violência, foi ameaçada pelo soldado que a violentou. “’Se você contar eu mato você e o rapaz. Se falar, me denunciar, você está morta’”, afirmou a avó da vítima.

Veja o site do Jornal da Globo

Os dois policiais militares foram presos, em flagrante. O estupro ocorreu em uma rua de um bairro da região metropolitana de Goiânia, justamente na rua onde a jovem mora.

No depoimento à Corregedoria da Polícia Militar (PM) de Goiás, o namorado da jovem contou que a garota foi levada por dois soldados depois de uma abordagem na noite de terça. O casal voltava para casa na moto de um amigo. O rapaz afirmou que ligou para o 190 pedindo socorro. Os policias foram presos em flagrante pela própria polícia.

No relato à Corregedoria, a vítima disse que um soldado, de 36 anos, a estuprou enquanto outro, de 37 anos, assistiu a tudo sem fazer nada. Os dois PMs negaram as acusações.

Mas o estupro foi confirmado por um exame do Instituto Médico Legal (IML) e, para o Comando da PM, as investigações não deixam dúvidas sobre o crime. “Eles podem ser expulsos da corporação. Os dois respondem pelo crime de estupro. A ação, o fato delituoso, não é só com aquele que comete, mas a omissão também é entendida como causa”, afirma o chefe de imprensa da PM, Divino Alves.

Polícia prende ex-vereador acusado de abusar de menores

Segundo a polícia, Edivaldo Marques dava dinheiro para manter relações sexuais com as vítimas.

Paulo de Tarso Jr./Imirante
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Arte: Maurício Araya/Imiranteampliar

imirante.com

SÃO LUÍS – A polícia cumpriu, nesta quinta-feira (17), o mandado de prisão preventiva contra o ex-vereador da cidade de Paulino Neves, Edivaldo Oliveira Marques, suspeito de abusar menores naquele município. De acordo com a polícia, o ex-vereador matinha relações sexuais com adolescentes. Em troca, Edivaldo Oliveira Marques dava dinheiro às vítimas.

Em depoimento à polícia, dois jovens de apenas 14 anos de idade, denunciaram os abusos cometidos pelo ex-vereador. Em entrevista à Rádio Mirante AM, a delegada da Polícia Civil de Barreirinhas, Viviane Fontenelle, disse que existem fortes indícios de que Edivaldo Oliveira Marques tenha realmente cometido os abusos sexuais.

Segundo a delegada, houve várias contradições do ex-vereador durante seu depoimento à polícia. Isso porque, Edivaldo Oliveira Marques disse que dava dinheiro aos garotos apenas como ajuda financeira, negando assim, que o dinheiro fosse para “pagar” relações sexuais com a vítima.

A delegada Viviane Fontenelle disse, ainda, que pode haver pelo menos mais um garoto que sofria os abusos sexuais por parte de Edivaldo Oliveira Marques. Segundo a delegada, o ex-vereador dava quantias que variavam de R$ 20 a R$ 40.

Em 2004, Edivaldo Oliveira Marques foi investigado pela CPI da Pedofilia, também por estar envolvido em abusos sexuais contra adolescentes.

Concluído inquérito de pai que abusou da filha

Ele foi indiciado por quatro crimes e está preso desde 8 de junho. Justiça converteu flagrante em prisão preventiva.

G1
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Foto: Sidney Pereiraampliar

imirante.com

SÃO PAULO - A Polícia Civil do Maranhão concluiu, na manhã desta quinta-feira (17), o inquérito sobre o caso do pescador suspeito de ter sete "filhos-netos" com a filha, de 28 anos, em Pinheiro. O relatório será enviado ao Ministério Público da cidade na tarde desta quinta-feira. Segundo a delegada Laura Melo Barbosa, a prisão em flagrante do pescador foi convertida em prisão preventiva, o que garante a permanência dele na carceragem da delegacia durante o processo na Justiça.

O pescador foi preso na terça-feira (8) por manter a filha em cárcere privado em uma casa de dois cômodos no povoado de Extremo, em Pinheiro (MA), onde só é possível chegar usando canoas. O caso foi descoberto após denúncia anônima feita durante uma passeata contra a pedofilia, na capital maranhense, no fim de maio deste ano.

"Ele vai responder pelos crimes de estupro de vulnerável, abandono material, abandono intelectual, maus-tratos e cárcere privado. Ouvimos mais de 20 pessoas, entre o próprio suspeito, os familiares, as vítimas e moradores da região", disse a delegada.

De acordo com a investigação, o pescador estuprou uma das duas "filhas-netas". A vítima, de 5 anos e 8 meses, teve rompimento parcial do hímen, laceração da mucosa genital e apresenta discreto sangramento, segundo laudo pericial. Outra "filha-neta" examinada, de 8 anos, teria dito à polícia que sofreu abuso sexual, mas o laudo não revelou lesões no corpo dela. Em depoimento à polícia, o pescador nega os crimes.

Laura afirmou que ainda pretende ouvir o depoimento da primeira mulher do pescador. "Ela é a mãe da jovem com quem o pescador teve os sete filhos". Durante a investigação, uma outra filha dele prestou depoimento à polícia e afirmou que o pai a estuprou seguidas vezes quando era menor de idade. A violência sexual, ainda segundo informações da Polícia Civil, teria resultado na gravidez dela. O filho em questão, hoje, é adolescente e também foi ouvido no inquérito. "Ele chama o avô de pai", disse a delegada.

Relação familiar

O relatório da Polícia Civil pede a realização de exames de DNA para todos os envolvidos no caso. "Isso só poderá ser feito no âmbito da Justiça, quando o caso estiver nas mãos do Ministério Público. Eu pedi rapidez na conclusão desses laudos por parte da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão", disse Laura.

Segundo Marilza Moreira, assistente social do Ministério Público de Pinheiro, a família está recebendo acompanhamento psicológico desde que chegou do povoado de Extremo, onde vivia. Para José Ribamar Brito, conselheiro tutelar que participou da operação de retirada das crianças e da mãe de Extremo, o futuro da família ainda é incerto. "Eles não devem voltar para o local onde moravam, mas ao mesmo tempo, a mãe das crianças é analfabeta, não tem profissão e recebe apenas R$ 62 do Bolsa Família para cuidar da família."

Marilza disse que a prioridade da promotoria da Infância e da Juventude é prestar o máximo de apoio para a família neste momento de transição. "A questão da guarda das crianças ainda não está em debate. Acho que seria pior para as crianças que elas se afastassem da mãe. Elas já estão tendo dificuldades para entender o que está acontecendo agora, se forem separadas da mãe, perderão toda a referência familiar que ainda têm."

Casa da família em Pinheiro.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)
Casa da família em Pinheiro.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)
Casa da família em Pinheiro.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)
Casa da família em Pinheiro.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)

"Pai-avô"

A mãe das sete crianças disse ao G1 que os filhos chamam o pai de avô. Ela descreveu a relação de seus filhos com o pescador como sendo de netos. "Eu o chamo de pai", disse a jovem. Segundo Marilza, as crianças não reconhecem o pescador como pai. "Elas dizem que ele é o avô delas."

Filha com um dos filhos-netos do pescador.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)
Família alojada em abrigo.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)

Concluído inquérito de pai que abusou da filha

Ele foi indiciado por quatro crimes e está preso desde 8 de junho. Justiça converteu flagrante em prisão preventiva.

G1
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Foto: Sidney Pereiraampliar

imirante.com

SÃO PAULO - A Polícia Civil do Maranhão concluiu, na manhã desta quinta-feira (17), o inquérito sobre o caso do pescador suspeito de ter sete "filhos-netos" com a filha, de 28 anos, em Pinheiro. O relatório será enviado ao Ministério Público da cidade na tarde desta quinta-feira. Segundo a delegada Laura Melo Barbosa, a prisão em flagrante do pescador foi convertida em prisão preventiva, o que garante a permanência dele na carceragem da delegacia durante o processo na Justiça.

O pescador foi preso na terça-feira (8) por manter a filha em cárcere privado em uma casa de dois cômodos no povoado de Extremo, em Pinheiro (MA), onde só é possível chegar usando canoas. O caso foi descoberto após denúncia anônima feita durante uma passeata contra a pedofilia, na capital maranhense, no fim de maio deste ano.

"Ele vai responder pelos crimes de estupro de vulnerável, abandono material, abandono intelectual, maus-tratos e cárcere privado. Ouvimos mais de 20 pessoas, entre o próprio suspeito, os familiares, as vítimas e moradores da região", disse a delegada.

De acordo com a investigação, o pescador estuprou uma das duas "filhas-netas". A vítima, de 5 anos e 8 meses, teve rompimento parcial do hímen, laceração da mucosa genital e apresenta discreto sangramento, segundo laudo pericial. Outra "filha-neta" examinada, de 8 anos, teria dito à polícia que sofreu abuso sexual, mas o laudo não revelou lesões no corpo dela. Em depoimento à polícia, o pescador nega os crimes.

Laura afirmou que ainda pretende ouvir o depoimento da primeira mulher do pescador. "Ela é a mãe da jovem com quem o pescador teve os sete filhos". Durante a investigação, uma outra filha dele prestou depoimento à polícia e afirmou que o pai a estuprou seguidas vezes quando era menor de idade. A violência sexual, ainda segundo informações da Polícia Civil, teria resultado na gravidez dela. O filho em questão, hoje, é adolescente e também foi ouvido no inquérito. "Ele chama o avô de pai", disse a delegada.

Relação familiar

O relatório da Polícia Civil pede a realização de exames de DNA para todos os envolvidos no caso. "Isso só poderá ser feito no âmbito da Justiça, quando o caso estiver nas mãos do Ministério Público. Eu pedi rapidez na conclusão desses laudos por parte da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão", disse Laura.

Segundo Marilza Moreira, assistente social do Ministério Público de Pinheiro, a família está recebendo acompanhamento psicológico desde que chegou do povoado de Extremo, onde vivia. Para José Ribamar Brito, conselheiro tutelar que participou da operação de retirada das crianças e da mãe de Extremo, o futuro da família ainda é incerto. "Eles não devem voltar para o local onde moravam, mas ao mesmo tempo, a mãe das crianças é analfabeta, não tem profissão e recebe apenas R$ 62 do Bolsa Família para cuidar da família."

Marilza disse que a prioridade da promotoria da Infância e da Juventude é prestar o máximo de apoio para a família neste momento de transição. "A questão da guarda das crianças ainda não está em debate. Acho que seria pior para as crianças que elas se afastassem da mãe. Elas já estão tendo dificuldades para entender o que está acontecendo agora, se forem separadas da mãe, perderão toda a referência familiar que ainda têm."

Casa da família em Pinheiro.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)
Casa da família em Pinheiro.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)
Casa da família em Pinheiro.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)
Casa da família em Pinheiro.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)

"Pai-avô"

A mãe das sete crianças disse ao G1 que os filhos chamam o pai de avô. Ela descreveu a relação de seus filhos com o pescador como sendo de netos. "Eu o chamo de pai", disse a jovem. Segundo Marilza, as crianças não reconhecem o pescador como pai. "Elas dizem que ele é o avô delas."

Filha com um dos filhos-netos do pescador.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)
Família alojada em abrigo.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)

Concluído inquérito de pai que abusou da filha

Ele foi indiciado por quatro crimes e está preso desde 8 de junho. Justiça converteu flagrante em prisão preventiva.

G1
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SÃO PAULO - A Polícia Civil do Maranhão concluiu, na manhã desta quinta-feira (17), o inquérito sobre o caso do pescador suspeito de ter sete "filhos-netos" com a filha, de 28 anos, em Pinheiro. O relatório será enviado ao Ministério Público da cidade na tarde desta quinta-feira. Segundo a delegada Laura Melo Barbosa, a prisão em flagrante do pescador foi convertida em prisão preventiva, o que garante a permanência dele na carceragem da delegacia durante o processo na Justiça.

O pescador foi preso na terça-feira (8) por manter a filha em cárcere privado em uma casa de dois cômodos no povoado de Extremo, em Pinheiro (MA), onde só é possível chegar usando canoas. O caso foi descoberto após denúncia anônima feita durante uma passeata contra a pedofilia, na capital maranhense, no fim de maio deste ano.

"Ele vai responder pelos crimes de estupro de vulnerável, abandono material, abandono intelectual, maus-tratos e cárcere privado. Ouvimos mais de 20 pessoas, entre o próprio suspeito, os familiares, as vítimas e moradores da região", disse a delegada.

De acordo com a investigação, o pescador estuprou uma das duas "filhas-netas". A vítima, de 5 anos e 8 meses, teve rompimento parcial do hímen, laceração da mucosa genital e apresenta discreto sangramento, segundo laudo pericial. Outra "filha-neta" examinada, de 8 anos, teria dito à polícia que sofreu abuso sexual, mas o laudo não revelou lesões no corpo dela. Em depoimento à polícia, o pescador nega os crimes.

Laura afirmou que ainda pretende ouvir o depoimento da primeira mulher do pescador. "Ela é a mãe da jovem com quem o pescador teve os sete filhos". Durante a investigação, uma outra filha dele prestou depoimento à polícia e afirmou que o pai a estuprou seguidas vezes quando era menor de idade. A violência sexual, ainda segundo informações da Polícia Civil, teria resultado na gravidez dela. O filho em questão, hoje, é adolescente e também foi ouvido no inquérito. "Ele chama o avô de pai", disse a delegada.

Relação familiar

O relatório da Polícia Civil pede a realização de exames de DNA para todos os envolvidos no caso. "Isso só poderá ser feito no âmbito da Justiça, quando o caso estiver nas mãos do Ministério Público. Eu pedi rapidez na conclusão desses laudos por parte da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão", disse Laura.

Segundo Marilza Moreira, assistente social do Ministério Público de Pinheiro, a família está recebendo acompanhamento psicológico desde que chegou do povoado de Extremo, onde vivia. Para José Ribamar Brito, conselheiro tutelar que participou da operação de retirada das crianças e da mãe de Extremo, o futuro da família ainda é incerto. "Eles não devem voltar para o local onde moravam, mas ao mesmo tempo, a mãe das crianças é analfabeta, não tem profissão e recebe apenas R$ 62 do Bolsa Família para cuidar da família."

Marilza disse que a prioridade da promotoria da Infância e da Juventude é prestar o máximo de apoio para a família neste momento de transição. "A questão da guarda das crianças ainda não está em debate. Acho que seria pior para as crianças que elas se afastassem da mãe. Elas já estão tendo dificuldades para entender o que está acontecendo agora, se forem separadas da mãe, perderão toda a referência familiar que ainda têm."

Casa da família em Pinheiro.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)
Casa da família em Pinheiro.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)
Casa da família em Pinheiro.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)
Casa da família em Pinheiro.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)

"Pai-avô"

A mãe das sete crianças disse ao G1 que os filhos chamam o pai de avô. Ela descreveu a relação de seus filhos com o pescador como sendo de netos. "Eu o chamo de pai", disse a jovem. Segundo Marilza, as crianças não reconhecem o pescador como pai. "Elas dizem que ele é o avô delas."

Filha com um dos filhos-netos do pescador.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)
Família alojada em abrigo.(Foto: Manoel Costa/TV Mirante)